Reeleição de Uribe na mira da justiça

A reeleição, em 2006, do presidente colombiano Álvaro Uribe, está na mira da justiça, que ordenou a prisão da ex-congressista Yidis Medina, que garante que o governo lhe ofereceu um suborno para que votasse a favor de uma reforma constitucional que possibilitou a segunda eleição de Uribe.

AFP |

A Suprema Corte de Justiça ordenou na sexta-feira a prisão de Medina, que votou a favor da reforma constitucional junto com Teodolindo Avendaño, votos fundamentais para a mudança da lei que permitiu o segundo mandato de Uribe.

Em maio de 2006 Uribe foi reeleito no primeiro turno com 62,3% dos votos.

O Supremo Tribunal de Justiça colombiano decidiu prender Medina após declarações da ex-congressista à imprensa afirmando que funcionários do governo de Uribe lhe ofereceram cargos públicos, caso votasse a favor da reforma.

Segundo Medina, o presidente Uribe estava ciente dessa oferta, que nunca foi cumprida.

"Fui enganada pelo governo, eles são responsáveis por fazer a oferta e eu de aceitar", admitiu em entrevista ao jornal El Tiempo de Bogotá.

A Corte acusa Medina pelo crime de suborno, já que a ex-congressista aceitou a oferta, segundo ela, feita pelo então ministro do Interior Sabas Pretelt, atual embaixador na Itália.

Medina, de origem muito humilde e que chegou à Câmara de Representantes como suplente, também denunciou o então secretário-geral da presidência da república, Alberto Velásquez, o ministro da Previdência Diego Palacio e o então vice-ministro da Justiça e atual procurador-geral, Mario Iguarán.

No entanto, todos negaram as acusações.

Assim, o presidente Uribe foi exposto a um novo escândalo em meio a muitos que já enfrenta por vínculos de congressistas e funcionários públicos com os chefes das paramilitares Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC, extrema-direita).

Essa investigação, conhecida como o escândalo da 'parapolítica' e que teve investigação iniciada pela Suprema Corte em dezembro de 2006, já prendeu 32 congressistas preventivamente, a grande maioria de partidos políticos que apóiam o governo de Uribe, inclusive seu primo Mario.

pro/cl/fp

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