Redes sociais da internet assinam acordo para proteger menores

Bruxelas, 10 fev (EFE).- Dezessete redes sociais na internet como o Bebo, o Facebook, o Google/YouTube e o Yahoo!Europe assinaram hoje pela primeira vez um acordo europeu para aumentar a segurança dos menores quando utilizarem estes serviços, anunciou a Comissão Europeia (CE, órgão executivo da União Europeia).

EFE |

O acordo foi ratificado em Luxemburgo dentro do Dia da Internet Segura, organizada pela CE, com o objetivo de oferecer meios aos adolescentes para enfrentar potenciais riscos que podem encontrar quando navegam na internet, como o assédio ou que tenham que revelar dados pessoais.

Estes sites terão que informar à CE em abril sobre suas políticas de segurança individuais e como vão aplicar o acordo alcançado hoje, indicou o órgão europeu, em comunicado.

A CE lembrou que este tipo de site é um "fenômeno social e econômico" que atrai 41,7 milhões de usuários regulares na Europa, e que "está mudando a maneira de interagir" na rede.

Segundo dados europeu, no ano passado, o uso das redes sociais cresceu 35% na Europa, e a CE espera que o número de usuários duplique para 107,4 milhões até 2012.

Nesse contexto, para garantir o crescimento destes serviços, os usuários mais jovens "precisam se sentir seguros quando expandirem suas redes ou compartilharem qualquer informação pessoal", afirmou a Comissão Europeia.

A comissária de Sociedade da Informação da União Europeia, Viviane Reding, disse que as redes sociais têm um "enorme potencial" na Europa para "potencializar nossa economia e tornar nossa sociedade mais interativa", enquanto as crianças e adolescentes tiverem "a confiança e as ferramentas adequadas" para manter sua segurança.

Além disso, a comissária disse que a CE "vigiará de perto" o início deste acordo e comprovará seus resultados dentro de um ano.

A Comissão Europeia afirmou que, através deste pacto, as principais redes sociais "reconhecem sua responsabilidade e identificam riscos potenciais" para os menores de 18 anos, como o assédio pela internet, os abusos sexuais ou a comunicação de informação particular.

Para combater estes problemas, os sites decidiram colocar em um lugar mais acessível um botão para informar sobre condutas inapropriadas ou garantir que os perfis dos menores permaneçam "privados" e não possam ser procurados, o que dificultará que pessoas "com más intenções" tenham acesso a eles.

Além disso, preveem que as opções de privacidade estejam em lugar proeminente e acessível o tempo todo, ou que os com menos idade que o público alvo de uma determinada rede social encontrem mais dificuldades para se registrar nela. EFE rja/an

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