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Nova Délhi, 31 dez (EFE).- Um suposto membro da rede fundamentalista Haqqani, que tem vínculos com o movimento dos talibãs, assegurou hoje que um soldado do Exército afegão foi o responsável pelo ataque suicida contra uma base dos EUA, no leste do país, no qual morreram oito agentes da CIA.

"O soldado afegão tinha pedido uma jaqueta suicida aos talibãs há algum tempo. Finalmente, os talibãs a deram e ele cometeu o ataque suicida dentro da agência de inteligência dos EUA no velho aeroporto de Khost", disse um suposto porta-voz da rede Haqqani, Salahuddin Ayubi, à agência afegã "AIP".

De acordo com esta versão, Ayubi, que identificou o suicida como Samuillhan, informou que o ataque causou a morte de 13 estrangeiros e ferimentos a um número indeterminado de pessoas.

O porta-voz fundamentalista louvou o militar e anunciou que os fundamentalistas continuarão lançando ataques deste tipo no futuro.

O Governo dos Estados Unidos confirmou ontem à noite que oito americanos morreram em uma explosão no interior da base militar avançada Chapman, embora não tenha identificado as vítimas.

Segundo o "The Washington Post", que cita funcionários norte-americanos, não está claro se os oito civis eram todos funcionários da CIA ou contratados pela agência de espionagem, nem como o suicida conseguiu chegar ao interior do acampamento, que é um posto de vigilância da agência.

A agência de espionagem americana não prestou informações sobre o ataque.

A CIA reconheceu até o momento a morte de quatro de seus agentes na guerra do Afeganistão nos últimos oito anos e, segundo o diário, em seu memorial da sede central em Langley há noventa estrelas que representam o total de mortos em serviço da CIA. EFE mb/fm

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