Recuperação econômica começou, mas não será simples, diz FMI

Um artigo divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira aponta que a recuperação da economia global já teve início, mas que sua sustentação não será uma tarefa simples. O documento, assinado pelo economista-chefe do Fundo, Olivier Blanchard, afirma também que a crise econômica internacional deixou cicatrizes profundas e que suas consequências ainda serão sentidas por muitos anos.

BBC Brasil |

"A recuperação já teve início. Para sustentá-la serão necessárias medidas de balanceamento delicadas, tanto dentro como fora dos países", diz Blanchard no artigo.

O economista-chefe do órgão ainda afirmou que a recessão pela qual o mundo passa "não é comum" e que o potencial de produtividade da economia global será menor agora do que antes da crise financeira.

"O mundo não está em uma recessão comum. A recuperação não será simples. A crise deixou cicatrizes profundas, que afetarão tanto a oferta quanto a demanda por muitos anos".

Em julho, um outro relatório do FMI já havia afirmado que a economia global estava "começando a sair da recessão".

Desemprego
No artigo divulgado nesta terça-feira, Blanchard afirma ainda que as economias que são baseadas no consumo interno - como o caso dos Estados Unidos - terão que aumentar suas exportações, enquanto países asiáticos - principalmente a China - devem importar mais.

O economista-chefe do Fundo também afirmou que os sistemas financeiros dos países desenvolvidos estão "disfuncionais" e "precisarão de um longo tempo para serem remodelados".

Já em relação aos países emergentes, o artigo afirma que os fluxos de capital vão demorar um tempo até voltarem aos níveis anteriores à crise.

Além disso, segundo o Fundo, a recuperação econômica não será forte o suficiente para reduzir o desemprego, que deve atingir seu pico no ano que vem.

Estados Unidos
O artigo do FMI foi divulgado no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos publicou dados que apontam que a economia do país ainda permanece frágil.

De acordo com dados do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, os preços no atacado caíram mais que o esperado no mês de julho, depois de três meses de crescimento.

O recuo de 0,9% deveu-se principalmente à diminuição nos preços de alimentos e energia, sugerindo que a demanda está fraca.

Além disso, o Departamento de Comércio americano divulgou informações que mostram que houve uma diminuição de cerca de 1% na construção de novas casas nos EUA em relação a junho. Analistas esperavam um aumento nas construções.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG