Recrutador de jovens para Berlusconi recebia pagamento

Roma, 24 jun (EFE).- O empresário Gianpaolo Tarantini, o encarregado de recrutar meninas para as festas do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cobrava dinheiro para exercer sua influência sobre o Governo, informa hoje o jornal Corriere della Sera.

EFE |

Tarantini, que é investigado por um caso de fraude na gestão de seu negócio hospitalar, chegou a cobrar 150 mil euros por ano do Grupo Intini para que exercesse sua influência sobre Berlusconi.

Enrico Intini, executivo-chefe do grupo de mesmo nome, assegurou ao "Corriere della Sera" que o serviço de Defesa Civil tem uma lista de empresas com as quais trabalha em situações de emergência, e que ele queria que seus negócios fizessem parte desse grupo.

"Estas relações de Tarantini derivavam de seu relacionamento com Berlusconi. Não há dúvidas sobre isso. Falamos de uma relação com um homem poderoso, muito poderoso, e isso para um aspirante a lobista é o máximo", assegurou.

As escutas dos telefonemas de Tarantini durante a investigação levaram a Justiça italiana a questionar um possível caso de indução à prostituição durante o recrutamento de jovens para as festas de Berlusconi.

Em entrevista concedida a uma revista de sua propriedade, Berlusconi assegurou que nunca pagou por relações sexuais.

"Nunca paguei por uma mulher. Nunca entendi que satisfação pode existir se não há o prazer da conquista", afirmou o político ao semanário italiano "Chi".

A jovem Patrizia D'Addario assegurou recentemente à imprensa italiana que cobrou 1.000 euros para participar de uma das festas do premiê, e apresentou à Justiça italiana gravações sobre os eventos.

Berlusconi afirmou ainda que se tivesse suspeitado de que estava cercado por prostitutas de luxo, teria ficado a "mil quilômetros de distância" das festas. EFE fab/mh

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