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Recessão nos EUA provavelmente acabou , diz chefe do Fed

O presidente do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, disse que a recessão provavelmente acabou a esta altura, mas acrescentou que, ainda assim, a economia dos Estados Unidos permanecerá frágil por algum tempo, com um provável aumento do índice de desemprego do país. Os comentários do chefe do Fed foram feitos nesta terça-feira em um evento realizado na sede do centro de estudos Brookings Institution, em Washington, intitulado Um Ano de Desordem, na data que marcou um ano do colapso do banco de investimentos Lehman Brothers.

BBC Brasil |

De acordo com Bernanke, há um consenso de que deve haver crescimento econômico nos Estados Unidos no terceiro trimestre deste ano, e que este crescimento provavelmente terá continuidade em 2010, mas o grau em que a economia crescerá será limitado.

Ele acrescentou ainda que, a não ser que a economia cresça a um ritmo mais acelerado, "ela será lenta em propiciar criação de empregos".

O desemprego nos Estados Unidos se encontra atualmente no índice mais elevado dos últimos 26 anos - uma taxa de 9,7%.

Regulação
Bernanke endossou as palavras do presidente Barack Obama, que defendeu a necessidade de o Congresso implementar, ainda neste ano, um sistema regulatório do mercado financeiro.

"Estou bem confiante de que uma ampla reforma está por vir", afirmou, lembrando que a crise financeira do ano passado foi "uma calamidade grande demais" para permitir uma inação por parte do Legislativo americano.

O presidente do Fed deu exemplos dos tipos de ações que o governo poderia tomar se confrontado com novas turbulências no setor financeiro.

Segundo Bernanke, uma das ideias centrais de uma reforma financeira é contar com alguma espécie de resolução que permita ao governo prestar auxílio a qualquer instituição financeira em situação crítica, de modo a "impor disciplina fiscal e impedir o tipo de colapso caótico que vimos com o Lehman há um ano atrás".

Também no mesmo evento, em um discurso sobre o aniversário de um ano da crise - que o chefe do Fed já havia feito em outra ocasião, em agosto -, Bernanke voltou a lembrar que a turbulência teve alcance global e caminha agora para uma resolução porque diferentes governos mundiais agiram de forma coordenada.

"Por mais severo que tenha sido o impacto econômico, o desfecho poderia ter sido muito pior. Ao contrário da década de 30, quando as políticas foram em boa parte passivas e as divergências tornaram a cooperação internacional, econômica e financeira difíceis, ao longo do último ano, as políticas fiscais em todo o mundo foram agressivas e complementares", afirmou.

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