Recebimento de gás boliviano continua normal, diz Ministério

SÃO PAULO - O Ministério de Minas e Energia informou que ainda não há confirmação oficial enviada pelo governo boliviano sobre a redução no envio de gás natural pelo Brasil. Internamente, o presidente da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Santos Ramírez, já admitiu que atentado a um gasoduto reduziu em 3 milhões de metros cúbicos diários o envio de gás ao Brasil.

Valor Online |


Aqui no país, o Ministério informou que é abastecido com informações obtidas pela Embaixada do Brasil na Bolívia e pela Petrobras Bolívia e que, por nenhum desses canais, houve a confirmação da redução do envio de gás natural. A média diária de recebimento de gás da Bolívia é de 31,84 milhões de metros cúbicos este ano, patamar que permanece, segundo o Ministério, inalterado.

A redução do envio pode só ser percebida na boca do gasoduto dentro de 48 horas, já que o duto está operando no máximo de pressurização desde o fim de semana. Com isso, consegue-se armazenar mais moléculas de gás no interior do duto, aumentando o prazo para que uma eventual interrupção no fornecimento seja percebida.

A Agencia Boliviana de Información confirmou que um atentado danificou o gasoduto na província de Tajira, entre as plantas de San Alberto e San Antonio. Segundo a agência, o prejuízo ao país andino pode chegar a US$ 8 milhões por dia e o conserto do duto deve levar cerca de 20 dias, a um custo de mais de US$ 100 milhões - inclusive com o pagamento de multas pela não-entrega do gás.

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