Rebeldes tuaregues tomam cidade estratégica em Mali

Líder da junta militar que deu o golpe contra o presidente Amadou Toumani Touré pediu ajuda externa contra o grupo separatista

iG São Paulo |

Rebeldes tuaregues e os grupos islamitas armados tomaram nesta sexta-feira a cidade estratégica de Kidal, no nordeste de Mali, após um ataque lançado na véspera.

Cedeao: Bloco africano dá ultimato para Mali restabelecer poder em 72 horas

"Os rebeldes dominam a situação, e o Exército não resistiu", afirmou um professor à agência France Presse. Segundo ele, os insurgentes lançaram ataques na quinta-feira, suspenderam-nos à noite e pela manhã retomaram e dominaram as duas bases militares de Kidal.

AP
Partidários apóiam junta military que deu o golpe de Estado em 22 de março (29/3)
A situação é atualmente crítica no norte de Mali devido ao avanço dos rebeldes tuaregues e dos islamitas. A insurgência cada vez maior e a falta de armamento para o Exército malinense levaram os militares a dar um golpe de Estado que depôs o presidente Amadou Toumani Touré.

Nesta sexta-feira, o líder da junta militar responsável pelo golpe, o capitão Amadou Sanogo, pediu ajuda externa para proteger o país contra a rebelião separatista tuaregue no norte do país, alertando que a situação era "crítica".

"Nosso Exército precisa da ajuda dos amigos de Mali para salvar a população civil e a integridade territorial de Mali", Sanogo disse em entrevista coletiva na capital Bamaco.

O apelo do capitão foi feito minutos depois de os rebeldes terem tomado Kidal.

Ultimato

Na quinta-feira, o A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) deu um ultimato de 72 horas para a junta militar que deu um golpe de Estado em Mali devolver o poder ao presidente deposto.

Caso os golpistas não cumpram essa exigência, o bloco ameaçou aplicar um embargo diplomático, com a retirada de seus embaixadores em Mali, e um econômico, com o congelamento de ativos da junta militar e interrupção do envio de fundos do bloco ao país.

Na capital: Soldados saqueiam palácio presidencial em Mali

Em reunião em Abidjan, o grupo suspendeu Mali nesta semana como membro da organização e também ameaçou os militares com o fechamento de fronteiras dos países-membros, além da proibição de viagens pela região para integrantes da junta militar.

Nesta sexta-feira, o capital líder da junta militar respondeu às ameaças dizendo que ele planeja realizar eleições e restabelecer a ordem, mas não deu um cronograma a respeito dos eventos.

*Com AFP, AP e Reuters

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