Rebeldes se retiram de duas frentes no leste da RDC

Kinshasa, 19 nov (EFE) - O grupo rebelde Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) começou a se retirar de duas frentes 100 quilômetros ao norte de Kivu Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC), informou hoje em Kinshasa a Missão de Paz das Nações Unidas no país (Monuc).

EFE |

A retirada unilateral dos rebeldes liderados pelo general Laurent Nkunda foi comunicada na terça-feira à Monuc em carta enviada pela cúpula do CNDP, que indicou que os rebeldes se retirariam a 40 quilômetros das frentes Kanyabayonga-Nyanzale e Kabasha-Kiwanja, epicentros de fortes combates nas últimas semanas.

O movimento rebelde afirmou que, com sua retirada destas frentes, tenta dar uma nova oportunidade à paz e apoiar o enviado especial da ONU, Olusegun Obasanjo, em sua missão de mediação na RDC.

O CNDP pediu também à Monuc para zelar pela segurança nas zonas de separação e que garanta que nenhuma outra força as ocupe, pois, em caso contrário, anulará imediatamente sua decisão de se retirar delas.

A missão da ONU, que cita fontes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), informou que dois mil civis congoleses fugiram na terça-feira da zona dos combates no nordeste do país e se em Uganda, país vizinho.

Segundo o Acnur, os refugiados cruzaram, durante a noite, a fronteira entre os dois países e entraram em Uganda por Ishasha, cerca de 120 quilômetros ao norte de Goma, a capital da província congolesa de Kivu Norte.

Outros deslocados, que se encontram em Bunagana, a meio caminho entre Goma e Ishasha, mas em território congolês, se negaram até agora a ir ao acampamento para refugiados instalado na localidade ugandense de Nyakivale, cerca de 35 quilômetros da fronteira.

Eles preferem permanecer próximo a seus lares, apesar do risco dos contínuos combates. EFE py/db

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