Rebeldes são mortos em confronto antes de plebiscito no Sudão

Moradores do sul do Sudão decidirão se querem separar-se ou continuarem unidos ao restante do país

EFE |

Soldados do Exército do sul do Sudão entraram em confronto nas últimas horas com um grupo rebelde em uma província do norte, com o saldo de quatro milicianos mortos e 32 capturados. O ataque, que começou na sexta-feira e se estendeu até este sábado, ocorre a poucas horas de um histórico plebiscito que começará do domingo e no qual os habitantes do sul do Sudão decidirão se querem separar-se ou continuarem unidos ao restante do país.

Em entrevista coletiva, o ministro do Interior do Governo autônomo do sul do Sudão, general Gier Chuang Aluong, identificou os rebeldes como seguidores do líder insurgente Gatluak Gai.

O alto funcionário indicou que durante o enfrentamento as forças do Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA, na sigla em inglês), a cargo do sul do Sudão, conseguiram capturar 32 milicianos, entre eles dois oficiais.

Os 32 capturados serão transferidos nas próximas horas para Juba, capital do sul do Sudão, e se estuda a possibilidade de apresentá-los diante dos jornalistas, acrescentou o ministro.

Além disso, as tropas do SPLA apreenderam no confronto 30 fuzis AK-47, um lança-granada e uma metralhadora. "Não sabemos de onde vinham as armas; não há fábricas de armas no sul do Sudão", acrescentou o ministro.

O sul do Sudão assinou um acordo de paz com o norte em 2005, que pôs fim a duas décadas de guerra, e fruto desse pacto será a realização neste domingo do plebiscito de autodeterminação.

No passado, as autoridades do sul do Sudão acusaram o regime de Cartum, liderado por Omar al-Bashir, de armar clandestinamente grupos milicianos que operam no sul, assim como a rebeldes ugandenses que atuam em um e outro lado da fronteira.

Neste caso, o ministro não quis apontar quem pode estar por trás deste ataque, mas disse que se trata de tentativas de grupos desconhecidos de obstruir o plebiscito, do qual provavelmente resultará a cisão do sul.

A província de Unity é uma das áreas petrolíferas do sul do Sudão, que representa a principal fonte de receita para o Governo autônomo do sul do país e para o Governo central de Cartum.

O confronto da província de Unity é o mais grave registrado nos últimos dias, mas Aluong insistiu que no resto da região apenas ocorreram incidentes de importância.

O alto funcionário revelou que cerca de 40 mil agentes estarão disponíveis para garantir a segurança da votação deste domingo, destes entre 5 mil e 10 mil. EFE ag/dm

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