Bogotá, 12 jul (EFE).- Os dois rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) detidos na operação que resgatou ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e outros 14 reféns afirmaram que não traíram a guerrilha e que também não receberam dinheiro para facilitar a operação.

Em entrevista ao telejornal "Noticias Uno", o advogado Rodolfo Ríos, que defende os guerrilheiros conhecidos como "Enrique Gafas" e "César", disse que os dois rebeldes estão dispostos a "provar ao mundo" que não houve traição.

Ríos afirmou que os dois rebeldes insistem em que o resgate foi produto da inteligência militar colombiana.

O advogado disse ainda que seus clientes asseguram que não receberam dinheiro de ninguém e que o resgate começou porque a inteligência militar interceptou a comunicação da guerrilha.

As Farc asseguraram em um comunicado divulgado na sexta-feira passada que a operação de resgate foi facilitada por "Enrique Gafas" e "César".

Os dois guerrilheiros foram considerados no texto traidores "de seu compromisso revolucionário".

No comunicado, a guerrilha afirma que "a fuga dos 15 prisioneiros de guerra, na quarta-feira passada, dia 2 de julho, foi conseqüência direta da desprezível conduta de 'César' e 'Enrique', que traíram seu compromisso revolucionário e a confiança neles depositada". EFE ocm/mh

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