Rebeldes nigerianos libertam refém britânico por motivos de saúde

Lagos, 20 abr (EFE).- O Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (Mend), a principal guerrilha do sul da Nigéria, considerou motivos de saúde e de idade e não recebeu nenhum resgate para libertar um dos dois reféns britânicos que tinha em seu poder, informou hoje o grupo, em e-mail.

EFE |

Robin Barry Hughes foi libertado no domingo pelo Mend e enviado a "contatos", que o entregaram a responsáveis de sua empresa, após sete meses e meio em poder do grupo guerrilheiro na região petrolífera do Delta do Níger, no sul do país.

Continua nas mãos do grupo outro britânico, Matthew John Macguire, que foi sequestrado por um grupo de bandidos junto com Hughes em 9 de setembro do ano passado, ambos empregados de uma empresa de serviços petroleiros que trabalha para outras companhias no Delta do Níger.

"O senhor Macguire continuará retido até próximo aviso", afirma o grupo na nota, enquanto indica que "não pediu ou recebeu nenhum resgate por esta libertação, mas recebemos uma oferta para colocar nosso preço por parte do Ministério para o Delta do Níger", do Governo da Nigéria.

Segundo o grupo, o "crédito desta libertação" é de Henry Okah, líder do grupo, que está preso e é julgado por traição pelos tribunais nigerianos, "que nos pediu que Robin fosse libertado por compaixão".

Os dois britânicos foram retidos pelo Mend com intenção de trocá-los por Okah, após tê-los "resgatado", junto com outros 25 sequestrados, das mãos de um grupo de criminosos armados da mesma região.

Os outros 25 reféns - 22 nigerianos, dois sul-africanos e um ucraniano - foram libertados pouco depois de que o Mend os resgatasse. EFE da/an

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