Um grupo islamista afirma ter atacado a central hidrelétrica da Sibéria, na Rússia, cuja destruição na segunda-feira por causas ainda determinadas deixou 26 mortos e 49 desaparecidos, segundo um comunicado divulgado no site rebelde Kavkazcenter.com.

"Em 17 de agosto efetuamos uma sabotagem em Jakasia, na central Sayano Shushenskaya", afirma o grupo, que se identifica como Riyadus Salikjiin.

Reuters
Equipes de resgate procuram sobreviventes (20/08/2009)


"Na sala de máquinas, conseguimos colocar uma granada antitanque com detonação programada. A explosão provocou grandes danos, muito superiores ao que podíamos esperar", completa o comunicado do grupo.

Até o momento a veracidade do texto não pôde ser confirmada. Analistas duvidam que o grupo seja o autor da explosão, já que as investigações iniciais apontam para a falta de manutenção da represa como causa da tragédia.

Promotores russos disseram nesta sexta-feira que especialistas em explosivos da FSB (agência de inteligência interna) não encontraram traços de explosivos na represa.

O grupo alega que no início do ano "tomou a decisão de ativar a guerra econômica contra a Rússia em seu território".

A página Kavkazcenter.com, que era considerada um site independente checheno durante a guerra nesta pequena república do Cáucaso, destacou que se limitou a divulgar a mensagem.

As agências russas de notícias, que normalmente seguem a orientação do governo em temas delicados, não divulgaram as informações do site rebelde.

Jakasia fica 4.300 quilômetros ao leste de Moscou. Quase 2.000 oficiais trabalham nas operações de resgate. O primeiro-minstro russo, Vladimir Putin, viajou a Abakan, capital regional, e deve visitar a central. Ele determinou ainda a inspeção de todas as instalações estratégicas do país.

(Com informações da AFP e da Reuters)

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