Sana, 25 jan (EFE).- Os rebeldes hutis do Iêmen afirmaram hoje que se retiraram completamente do território saudita, de acordo com as instruções dadas por Abdel Malek al-Huti, o líder do movimento.

Segundo um comunicado divulgado hoje, os rebeldes abandonaram 47 posições que mantinham na vizinha Arábia Saudita, onde enfrentavam as forças sauditas desde 5 de novembro do ano passado.

O anúncio acontece um dia depois de Malek al-Huti afirmou que tinham parado os enfrentamentos com o Exército saudita e que seus militantes tinham começado a se retirar do país vizinho.

Em uma gravação de áudio, Huti disse ontem que o motivo desta medida era "salvar aos civis, os primeiros que sofreram a guerra".

No entanto, advertiu que, se o Exército saudita continuar os bombardeios contra as zonas controladas por seus seguidores na província de Saada, no noroeste do Iêmen, "serão abertas novas frentes de combate e uma guerra aberta".

Além disso, disse que tinham declarado guerra à Arábia Saudita, depois que Riad prestou socorro militar e logístico ao Exército iemenita na luta armada que Sana mantém, desde agosto, com os hutis no norte do país.

No último dia 13, a Arábia Saudita deu por pacificada sua fronteira com o Iêmen, onde, nos últimos meses, foram registrados combates entre soldados deste país e os rebeldes hutis, que causaram cerca de 133 mortes entre os sauditas e centenas entre os rebeldes.

Segundo declarou então à televisão saudita o assistente do ministro da Defesa, príncipe Khaled bin Sultan, as tropas de seu país expulsaram os rebeldes hutis da região de Al-Jabri, no sul do reino. EFE ja/an

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