Rebeldes iemenitas acusam EUA por morte de 120 pessoas em bombardeio aéreo

Cairo, 16 dez (EFE).- Os rebeldes xiitas do norte do Iêmen acusaram os Estados Unidos de intervir militarmente no conflito que mantêm com o regime iemenita e de serem responsáveis pela morte de 120 pessoas em um bombardeio aéreo, segundo um comunicado.

EFE |

O texto, divulgado hoje em vários sites dos rebeldes, mais conhecidos como huthi, denuncia que aviões americanos bombardearam um campo de prisioneiros com armamento proibido internacionalmente, e que 120 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas.

"Este crime brutal cometido pelas Forças Aéreas americanas refuta tudo o que estivemos ouvindo sobre os direitos humanos e as liberdades democráticas", afirma a nota.

Além disso, mostram em três vídeos os trabalhos de remoção de escombros e resgate de cadáveres no suposto acampamento bombardeado, assim como os testemunhos de vários sobreviventes.

As imagens mostram mais dez cadáveres - todos de homens - presos entre escombros de edifícios destruídos, assim como vários veículos danificados, em uma área que parece montanhosa e semidesértica.

Segundo a nota, os ataques americanos começaram na semana passada.

Não há confirmação independente da veracidade destas denúncias, porque, entre outras razões, o acesso à área está vedado aos jornalistas.

Além disso, os huthi pedem às autoridades iemenitas que "assumam sua responsabilidade histórica diante da campanha genocida lançada por aviões americanos contra território iemenita".

"Guardar silêncio sobre este brutal massacre é uma vergonha", acrescenta o comunicado, que chama os árabes e os muçulmanos a "condenar a agressão como um ataque contra parte de sua nação". EFE nq-jfu/an

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