Rebeldes do Sri Lanka oferecem trégua ao governo

Os guerrilheiros do grupo Tigres Tâmeis, no Sri Lanka, disseram nesta segunda-feira às Nações Unidas que estão dispostos a atender a apelos internacionais por um cessar-fogo em sua campanha contra as forças do governo, mas não pretendem depor as armas. A oferta dos rebeldes foi feita por Balasingham Nadesan, o chefe político dos Tigres Tâmeis, em uma carta endereçada à ONU e à comunidade internacional.

BBC Brasil |

"Mais de 20 mil civis já foram mortos e mais de 5 mil feridos", escreveu Nadesan. "É doloroso ver o mundo manter o silêncio a respeito deste imenso sofrimento humano, como se estivesse se divertindo com o que está acontecendo."

Um porta-voz das forças armadas do Sri Lanka afirmou que o governo não aceitará uma trégua condicional dos rebeldes e que eles precisam abandonar as armas antes de participar das negociações.

Cerca de 70 mil pessoas morreram no conflito no país asiático nos últimos 25 anos. Os rebeldes lutam pela criação de um país separado para a etnia tâmil no norte e no leste do Sri Lanka.

Entenda melhor o conflito

Segundo Nadesan, um cessar-fogo é necessário para por um fim ao sofrimento do povo tâmil.

"Os Tigres de Libertação da Pátria Tamil (LTTE, na sigla em inglês) desejam que este esforço para um cessar-fogo... evolua para uma negociação de paz, para buscar uma solução política para o conflito étnico", disse.

Nadesan afirmou que os rebeldes não vão analisar a possibilidade de desarmamento até que "uma solução política permanente seja alcançada para o povo tâmil com o apoio e a garantia da comunidade internacional".

Nas últimas semanas uma ofensiva do Exército do Sri Lanka expulsou os Tigres Tâmeis da maior parte do território que ocupavam.

Por sua vez, na sexta-feira, os rebeldes lançaram uma incursão aérea na capital do país, Colombo.

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Nesta segunda-feira, a União Europeia pediu que seja anunciado um cessar-fogo imediato no Sri Lanka e pediu que os dois lados do conflito permitam a saída de civis do enclave dos rebeldes, no norte do país.

O pedido foi feito em meio a relatos de muitas mortes e falta de comida na região, onde vivem milhares de pessoas.

No começo de fevereiro Estados Unidos, União Europeia, Japão e Noruega já haviam pedido que os rebeldes abandonassem as armas e discutissem o fim dos conflitos.

A Índia também pediu que os rebeldes deponham as armas e afirmou que vai ajudar em uma retirada dos civis, caso o governo do Sri Lanka peça ajuda.

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