Rebeldes criticam acordo sobre Darfur entre Governo e milícia

Cairo, 17 fev (EFE).- O Movimento de Libertação do Sudão (MLS) criticou o acordo de boa vontade assinado hoje entre o Movimento de Justiça e Igualdade (MJI) e o Governo sudanês, embora tenha expressado seu apoio a qualquer pacto para a paz em Darfur.

EFE |

Segundo a agência oficial de notícias egípcia "Mena", o líder do MLS, Mini Arco Minawi, expressou esta postura durante uma reunião esta manhã com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, no Cairo.

"Os meios de comunicação falam de um acordo de boa vontade, mas não entendemos se isto se refere a um cessar-fogo (em Darfur), a uma suspensão das hostilidades ou a algo menor", afirmou Minawi após seu encontro com Mubarak.

No entanto, o dirigente do MLS, que boicotou as negociações do Catar, destacou que seu movimento apoia qualquer iniciativa que conduza à paz no Sudão e em Darfur.

O documento assinado hoje foi batizado como um "acordo de boa vontade e para gerar confiança", e foi assinado no palácio real de Doha após oito dias de difíceis negociações entre o líder do MJI, Khalil Ibrahim, e representantes do presidente sudanês, Omar Hassan al-Bashir.

Está previsto que o acordo de Doha abra caminho para o começo, num prazo de duas semanas, de outras negociações para alcançar um acordo global e definitivo, como foi anunciado hoje no Catar.

O conflito de Darfur começou quando os dois grupos rebeldes (MJI e MLS) iniciaram uma revolta armada em fevereiro de 2003 contra o regime de Cartum, em protesto contra a pobreza e a marginalização sofrida pelos moradores da região.

Desde o início do conflito, cerca de 300 mil pessoas morreram e 2,5 milhões tiveram de deixar seus lares, segundo a ONU. EFE hh/mh

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