Rebeldes ameaçam decapitar voluntários da Cruz Vermelha nas Filipinas

Manila, 25 mar (EFE).- O grupo radical islâmico Abu Sayyaf decapitará os três voluntários da Cruz Vermelha Internacional que mantém como reféns no sul das Filipinas caso o Governo não retire suas tropas do sul do arquipélago.

EFE |

Assim foi confirmado hoje à Agencia Efe por fontes da Cruz Vermelha filipina, que não divulgaram mais detalhes sobre o estado das negociações para a libertação de seus trabalhadores.

O Exército filipino, por sua vez, reiterou que não cederá perante as exigências do Abu Sayyaf, pois "não se pode confiar nelas", como declarou à rádio local o porta-voz das Forças Armadas, tenente-coronel Ernesto Torres.

O militar lembrou que na semana passada os terroristas primeiro disseram que iam libertar um dos reféns em troca de os soldados suspenderem a ofensiva contra uma de suas bases na ilha de Jolo, mas acabaram voltando atrás.

O Abu Sayyaf já decapitou vários de seus sequestrados, e em 2001 cortou a cabeça do cidadão americano Guillermo Sobero.

Até o momento, a organização extremista não exigiu o pagamento de um resgate pela libertação dos voluntários, pois reivindica a retirada total das forças governamentais do sul das Filipinas.

O suíço Andreas Notter, de 39 anos, o italiano Eugenio Vagni, de 62, e a filipina Jean Lacaba, de 37, foram sequestrados em 15 de janeiro quando faziam uma inspeção rotineira em uma prisão de Jolo.

Fundado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, o Abu Sayyaf é ligado à Jemaah Islamiya, braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático.

Considerado um grupo terrorista pelos Governos de Filipinas e Estados Unido, o grupo é responsabilizado pelos atentados mais sangrentos dos últimos anos no arquipélago e por múltiplos sequestros de cidadãos locais e estrangeiros. EFE csm/rr

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