Rebeldes afirmam ter matado 52 soldados do Exército sudanês

Cartum, 12 out (EFE).- Um grupo rebelde da região de Darfur disse hoje que neste sábado à noite realizou uma ação em que matou 52 soldados ao repelir uma ofensiva do Exército do Sudão.

EFE |

Um porta-voz da facção Unidade, do Movimento de Libertação do Sudão (MLS), afirmou em comunicado que tropas sudanesas junto com milícias pró-governamentais Janjaweed atacaram posições do grupo insurgente em uma área do sul de Darfur.

O porta-voz disse que os combatentes do MLS repeliram as forças de Cartum apesar de elas contarem com o apoio de aviões de combate e de mais de 90 veículos militares.

Ainda de acordo com o porta-voz, os insurgentes conseguiram abater 52 soldados nos combates, e apenas rebeldes morreram.

Já um porta-voz das Forças Armadas sudanesas desmentiu em declarações à Agência Efe que tenham atacado posições insurgentes, mas afirmou o lançamento de uma operação para proteger as rotas comerciais da área.

Além disso, ressaltou que nessa campanha aconteceram combates com grupos armados, mas nenhum soldado morreu.

A comissão da Liga Árabe para a solução do conflito de Darfur pediu hoje um cessar-fogo para impulsionar o processo de paz nessa região do oeste do Sudão, castigada pela guerra há cinco anos.

O pedido foi feito ao chefe do comitê e ministro de Assuntos Exteriores do Catar, Ahmad Bin Abdullah al-Mahmoud, em coletiva de imprensa em Cartum, ao concluir uma visita de poucos dias ao Sudão, aonde foi para se informar sobre a situação vivida em Darfur.

Mahmoud foi recebido pelo presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, e por outros altos responsáveis do Governo.

O enviado afirmou que em suas conversas se convenceu de que todos concordam sobre a necessidade de conseguir uma solução pacífica e justa para a crise de Darfur.

O conflito de Darfur começou em janeiro de 2003 quando dois grupos rebeldes se muniram de armas contra o regime de Cartum em protesto pela situação da província.

Desde então, cerca de 300 mil pessoas morreram e 2,5 milhões tiveram que abandonar suas casas, segundo cálculos da ONU. EFE az/fh/rr

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