Rebelde sudanês comparece ao TPI por crimes em Darfur

Haia, 18 mai (EFE).- O rebelde sudanês Bahr Idriss Abu Garda compareceu hoje pela primeira vez ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, que o acusa de ter cometido crimes de guerra na região de Darfur, no Sudão.

EFE |

O acusado, que é o primeiro rebelde sudanês a se entregar voluntariamente ao TPI, enfrenta três acusações por crimes de guerra supostamente cometidos contra tropas da União Africana (UA) ao norte de Darfur em setembro de 2007.

A Promotoria sustenta que, à época, 12 membros da missão de paz da UA foram mortos em um ataque do grupo rebelde conhecido como Movimento para a Igualdade e Justiça, que lutava contra o Exército sudanês.

Abu Garda, que negou envolvimento nos crimes pelos quais é acusado, agradeceu hoje ao TPI por "todas as negociações" feitas para sua chegada ontem a Haia.

Hoje, os juízes do tribunal decidiram que a audiência de confirmação das acusações contra o rebelde sudanês acontecerá no dia 12 de outubro.

O promotor do TPI, Luis Moreno Ocampo, destacou em comunicado que o comparecimento de Abu Garda não teria sido possível "sem a cooperação de Estados africanos e europeus" como Holanda, Chade, Senegal, Nigéria, Mali e Gâmbia.

Segundo Ocampo, "a importante cooperação de vários Estados africanos ilustra claramente seu compromisso para com o TPI e a Justiça, e contradiz as recentes acusações de que o tribunal é contra a África".

Muitas dessas acusações vieram à tona depois de o TPI ter emitido em março uma ordem de detenção contra o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, por crimes de guerra em Darfur.

Em novembro de 2008, o TPI anunciou as acusações contra três rebeldes sudaneses, os quais não tiveram seus nomes divulgados, pelo assassinato dos observadores de paz da UA na localidade de Haskanita, ao norte de Darfur. EFE mr/bba

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