Rebelde que tentou assassinar Ramos Horta pode ter sido executado

Sydney (Austrália), 13 ago (EFE).- O ex-líder rebelde timorense Alfredo Reinado pode ter sido executado durante o tiroteio que se seguiu à sua tentativa frustrada de assassinar o presidente José Ramos Horta, em fevereiro, segundo revelou a autópsia de seu cadáver.

EFE |

Reinado foi atingido à queima-roupa e na nuca, local que teria sido muito difícil de alcançar em um tiroteio, informou hoje o diário "The Australian".

Caso se confirme, o assassinato do líder rebelde pode gerar novas tensões no Timor-Leste, que desde que obteve a independência, em 2002, luta para conseguir estabilidade política, que lhe permita concentrar-se no desenvolvimento econômico.

Segundo os médicos australianos que praticaram a autópsia, é impossível que as marcas de bala no cadáver de Reinado tenham sido causadas por disparos de soldados a mais de dez metros de distância, como afirma a versão oficial.

Os fatos ainda estão sendo investigados pela Procuradoria Geral do Timor-Leste e por um comitê especial das Nações Unidas.

Em 11 de fevereiro, Ramos Horta ficou gravemente ferido em um atentado perpetrado em seu domicílio e no qual também perdeu a vida Reinado. O primeiro-ministro Xanana Gusmão também foi vítima de um ataque, mas saiu ileso.

Alfredo Reinado liderou em 2006 uma revolta de 600 soldados demitidos por insubordinação do Exército, que gerou uma onda de violência que deixou 37 mortos e mais de 100 mil refugiados e forçou a renúncia do então chefe do Executivo Mari Alkatiri.

A ex-colônia portuguesa do Timor-Leste alcançou a independência há seis anos, como uma das nações mais pobres do mundo, e após uma sangrenta transição, que acabou, em 1999, com quase um quarto de século de ocupação indonésia. EFE mg/gs

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