Bogotá, 14 jul (EFE).- O guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Gerardo Antonio Aguilar, conhecido como César e um dos dois detidos no último dia 2 pelo Exército colombiano durante o resgate de 15 refés, não traiu a guerrilha, disseram seus advogados, desmentindo um comunicado dos rebeldes.

"César" foi detido junto com Alexander Farfán Suárez (conhecido como "Enrique Gafas"), na operação na qual o Exército libertou a franco-colombiana Ingrid Betancourt, os americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, e mais 11 militares e policiais colombianos.

O advogado Rodolfo Ríos disse aos jornalistas que "César" declarou ao promotor investigador que "que em nenhum momento traiu as Farc".

O guerrilheiro detido, de acordo com seu advogado, acrescentou que "todo mundo sabe que (o resgate) foi resultado do serviço de inteligência avançada do Exército, sobretudo da interceptação das comunicações telefônicas".

Na sexta-feira passada, as Farc, em seu primeiro pronunciamento sobre a libertação do grupo de 15 reféns, disseram que não houve resgate, mas uma "fuga".

Essa suposta fuga "foi conseqüência direta da desprezível conduta de 'César' e 'Enrique', que traíram seu compromisso revolucionário e a confiança depositada neles", destacaram as Farc. EFE gta/bm/sc

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