Rebelde das Farc diz que 3 oficiais usavam colete da Cruz Vermelha em resgate

Bogotá, 8 ago (EFE).- O guerrilheiro colombiano Alexander Farfán, conhecido como Gafas, disse hoje que eram três os membros do Exército que utilizavam coletes com emblemas da Cruz Vermelha na operação que pôs fim ao seqüestro da franco-colombiana Ingrid Betancourt e de mais 14 reféns das Forças Armadas Revolucionárias a Colômbia (Farc).

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As declarações de "Gafas" foram feitas no âmbito das investigações judiciais sobre o caso, revelou o advogado do rebelde, segundo quem as Forças Armadas não repassaram esse detalhe à Promotoria.

Farfán foi detido em 2 de julho, junto com o também guerrilheiro Gerardo Antonio Aguilar Ramírez, conhecido como "César", durante o resgate de Betancourt, três americanos e 11 soldados e policiais colombianos.

A defesa de "Gafas" não descarta a hipótese de denunciar as Forças Armadas, que, segundo os advogados, podem ter incorrido no delito de ocultação de provas.

Em um primeiro momento, a utilização de emblemas da Cruz Vermelha e das redes de TV "Telesur" e "Ecuavisa" foi negada pelos militares que dirigiram a operação e pelo próprio presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Mas, semanas depois, Uribe admitiu que um oficial, "nervoso", usou um colete da organização humanitária, razão pela qual pediu desculpas à Cruz Vermelha, que recriminou a forma "abusiva" como seu símbolo foi utilizado. EFE rrm/sc

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