Rebedes capturados em resgate podem ser extraditados aos EUA

Os Estados Unidos devem pedir ao governo colombiano a extradição dos dois guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) detidos na operação que resultou no resgate de Ingrid Betancourt e outros 14 reféns, entre eles, três americanos. Segundo informações publicadas no site da Radio Caracol, uma das principais rádios da Colômbia, rebeldes serão acusados pelo seqüestro dos cidadãos americanos e por tráfico de armas e os trâmites legais para o pedido formal de extradição estariam em fase preliminar.

BBC Brasil |

Os dois guerrilheiros são Gerardo Antonio Aguilar, conhecido como "César",e Alexander Farfán, ou "Gafas", do grupo de insurgentes que vigiavam o cativeiro na selva colombiana.

Eles foram presos pelo Exército colombiano na ação militar de resgate de 15 reféns das Farc, que incluíam os americanos Keith Stansell, Marc Gonsalvez e Thomas Howes, seqüestrados pela guerrilha em 2003.

As Farc são consideradas como uma organização terrorista pelos Estados Unidos. Em 2004, o governo dos EUA conseguiu a extradição de um líder da guerrilha, Simon Trinidad, pela conspiração que resultou no seqüestro dos três americanos.

O Procurador Geral da Colômbia, Mario Iguarán, disse, na quarta-feira, logo depois do resgate dos reféns, que os guerrilheiros seriam amparados por benefícios da lei se colaborassem com a Justiça.

Reféns
Os três americanos voltaram aos Estados Unidos na madrugada de quinta-feira e desembarcaram em uma base área em San Antonio, no Texas.

Médicos do Exército americano informaram que os ex-reféns estão "fortes e em boa condição física".

Segundo um dos comandantes da unidade encarregada da transição dos ex-detidos à vida civil, Keith Huber, os três americanos podem sair do hospital dentro de quatro dias.

Os ex-reféns são funcionários da empresa Northrop Grumman, que presta serviços ao Departamento de Justiça americano.

Eles foram seqüestrados depois da queda do avião que viajavam durante uma operação antinarcóticos na Colômbia.

Em um comunicado, a empresa afirmou que um quarto funcionário, Tom Janis, morreu nas mãos das Farc pouco tempo depois do acidente.

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