Real Ira mata 2 soldados e vira alvo de caçada na Irlanda

ANTRIM, Irlanda do Norte (Reuters) - A polícia da Irlanda do Norte promove uma caça a militantes armados do grupo Real Ira na segunda-feira, depois que o grupo dissidente ter assumido a autoria do assassinato de dois soldados britânicos no pior ataque na província em mais de uma década. Os agressores atiraram nos soldados quando eles apanhavam pizzas nos portões de uma base militar em Antrim, nos arredores de Belfast, na noite de sábado. Quatro pessoas, incluindo dois entregadores, ficaram feridas. Segundo a polícia, um dos entregadores, de nacionalidade polonesa, sofreu ferimentos graves.

Reuters |

Um telefonema anônimo ao jornal Sunday Tribune, de Dublin, atribuiu a responsabilidade pelo tiroteio à brigada do sul de Antrim do Real Ira, uma dissidência do Ira (Exército Republicano Irlandês).

"Ele disse que ele e que o Real Ira não se desculpavam por alvejar soldados britânicos enquanto eles estiverem (...) ocupando o norte da Irlanda", disse Suzanne Breen, jornalista do Sunday Tribune, à rede de TV Sky News.

Os dois soldados mortos tinham por volta de 20 anos e estavam prestes a voar para servir no Afeganistão.

O Real Ira foi responsável por um dos piores ataques a bomba na Irlanda do Norte na cidade de Omagh, em agosto de 1998, quando 29 pessoas morreram.

"As pessoas envolvidas nesse tipo de ação precisam parar e reconhecer que a vontade do povo da Irlanda é de uma mudança pacífica e democrática", disse à Reuters o vice-primeiro-ministro da Irlanda do Norte, Martin McGuinness.

"Está bem claro que os esforços dessas pessoas são para destruir o processo de paz. Eles não conseguirão. Seus esforços são total e absolutamente fúteis", acrescentou McGuinness, um ex-comandante guerrilheiro do Ira que se tornou um negociador no processo de paz.

Há atualmente cerca de 5.000 solados britânicos com base na Irlanda do Norte atualmente, prontos para embarcar para missões no exterior ou para ajudar a polícia em casos de desordem extrema, assim como no resto do Reino Unido.

As tropas já chegaram a um máximo de 27 mil no início dos anos 1970, quando soldados patrulhavam as ruas de cidades como Belfast.

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