Reações divididas em Israel após o encontro Netanyahu-Obama

Os políticos em Israel estão divididos agora à noite, em relação aos resultados do encontro desta segunda-feira, em Washington, entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

AFP |

Zeev Boïm, deputado do partido da oposição Kadima (centro), disse que Netanyahu "fracassou em sua missão perdendo a chance de criar laços de confiança com o presidente americano".

Para Yoël Hasson, também do Kadima, "Netanyahu perdeu a oportunidade de poder trabalhar a paz com um presidente americano forte".

A deputada trabalhista Youli Tamir também criticou Netanyahu, declarando que ao ignorar a solução de dois Estados para dois povos considerada pelos americanos, chave do conflito com os palestinos, ele comprometeu os interesses fundamentais de Israel".

Mas para Ofir Akounis, deputado do Likud, o partido de direita de Netanyahu, "o encontro de Washington refletiu, ao contrário, os laços profundos que unem Israel e os Estados Unidos".

Danny Danon, eleito do Likud, também aprovou a atitude do primeiro-ministro. "Felicito Netanyahu por ter resistido a todas as pressões exercidas sobre ele antes de sua partida para Washingon. Ele não recuou em relação a suas posições de princípio", disse.

"Ele tem verdadeiras razões para se preocupar, porque os americanos estão se distanciando de seu compromisso tradicional de garantir a segurança de Israel", declarou o deputado Arié Eldad, do partido União Nacional (extrema-direita).

"Obama não fixou limite para o diálogo que quer ter com o Irã. Ele está disposto a se resignar a um Irã nuclear, e Israel não terá outra opção senão a de destruir sozinho as instalações nucleares do Irã, seja qual for o preço", acrescentou Eldad.

A televisão pública israelense mostrou em destaque as importantes divergências manifestadas durante a entrevista à imprensa dos dois dirigentes.

A imprensa mostrou que Obama pressionou duas vezes Netanyahu a avançar "seriamente" no caso dos palestinos e o lembrou que Israel está comprometido com o "Mapa do caminho", um plano internacional de paz lançado em 2003 estipulando o fim das violências e o congelamento da colonização judaica.

Ao conntrário de Netanyahu, o presidente americano afirmou que o acerto do conflito entre israelenses e palestinos é mais urgente que o caso do programa nuclear iraniano, porque ele pretende estender seu diálogo com Teerã até o fim do ano, segundo a televisão.

A rádio pública israelense também destacou as "divergências manifestas" do encontro entre os dois líderes.

ChW/lm/sd

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