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Reação a escudo americano não se limitará a medidas diplomáticas, diz Rússia

MOSCOU - A Rússia advertiu que sua reação ao acordo assinado, nesta quarta-feira, por Estados Unidos e Polônia para a http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/20/polonia_e_eua_assinam_acordo_para_instalacao_de_escudo_antimisseis_1582549.htmlinstalação em território polonês de elementos do escudo antimísseis americano não se limitará a medidas diplomáticas.

Redação com agências internacionais |

 

A Rússia advertiu também que a instalação de elementos do sistema antimísseis americano na Europa "leva à corrida armamentista", segundo comunicado do ministério russo das Relações Exteriores.

"O potencial estratégico americano se aproxima insistentemente de nossas fronteiras", denunciou o Ministério de Exteriores russo em comunicado.

A Chancelaria russa considera que as 10 bases de mísseis interceptores que os EUA pensam em desdobrar na Polônia não têm "outro alvo que não os mísseis balísticos intercontinentais russos".

"Os Estados Unidos pretendem romper o equilíbrio estratégico em seu favor, entorpecendo o fortalecimento da estabilidade no mundo", aponta.

A Rússia assegurou que o escudo antimísseis americano é parte da estratégia americana de renunciar aos tratados de limitação de armamento estratégico e desenvolver armas de nova geração para seu desdobramento no espaço.

A nota ressalta que, no acordo entre Moscou e Varsóvia, há um novo aspecto nunca antes mencionado: uma base adicional para mísseis Patriot.

"Não pode haver vinculação alguma entre essas instalações e a imaginária ameaça de um ataque por parte do Irã. Teerã não só carece da intenção, mas nos próximos anos não disporá da capacidade tecnológica para atacar com mísseis a Europa, quanto mais os EUA", assinala.

Contudo, a Rússia afirma que, "mesmo em uma situação tão complicada, não pensa em renunciar ao diálogo, e está disposta a continuar trabalhando com todas as partes interessadas".

O Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia já ameaçou a Polônia, ao afirmar que, caso assine o acordo com os EUA, se transformaria em alvo dos mísseis nucleares russos.

Por sua parte, o presidente russo, Dmitri Medvedev, assegurou que "as histórias sobre a necessidade de conter os países párias já não valem, e acrescentou que o acordo entre Polônia e Washington não traz tranqüilidade ao mundo".

A Rússia insiste que os planos de Washington de desdobrar mísseis interceptores na Polônia e uma base de radares na República Tcheca representam uma "ameaça direta" à sua segurança.

Concretamente, assegura que os radares em solo tcheco permitiriam ao Pentágono controlar as bases de mísseis estratégicos posicionadas na parte européia da Rússia e dos submarinos nucleares da Frota do Mar do Norte.

Os mísseis interceptores em solo polonês poderiam abater foguetes russos na chamada "fase ativa", que compreende os primeiros segundos após a decolagem, antes que a ogiva chegue à altura orbital e se oriente em direção a seu alvo.

Por sua parte, os EUA afirmam que o escudo está destinado a defender o continente europeu da ameaça de um ataque com mísseis de longo alcance por parte de regimes como os do Irã ou da Coréia do Norte.

(*Com informações das agências EFE e AFP)

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