R.Dominicana flexibiliza fronteira para facilitar ajuda ao Haiti

Santo Domingo, 14 jan (EFE).- O Governo da República Dominicana anunciou hoje que flexibilizou as medidas de imigração em relação ao Haiti para facilitar a entrada de ajuda no país vizinho e a recepção de vítimas do devastador terremoto da última terça-feira.

EFE |

A Presidência dominicana informou em comunicado que instruiu os responsáveis pelo controle de imigração que facilitem os processos para os haitianos e outros cidadãos que atravessem a fronteira em busca de ajuda.

Desde o dia do terremoto, o presidente dominicano, Leonel Fernández, já havia instruído as autoridades de imigração e as Forças Armadas a fazer grandes esforços para facilitar a canalização da ajuda e o auxílio às vítimas.

Segundo a Presidência, a República Dominicana, que compartilha com o Haiti a ilha de Hispaniola, foi a primeira nação a levar ajuda ao vizinho, com alimentos, água, remédios e especialistas em resgate.

De acordo com o comunicado, o presidente autorizou ao escritório do Plano Social da Presidência a entrega de 300 mil porções diárias de comida crua, enquanto os Refeitórios Econômicos do Governo estão levando diariamente dez mil rações de alimento pronto ao Haiti.

Também estão sendo enviados caminhões de água, unidades de equipes de mobilização de escombros, especialistas em resgate e oito cachorros treinados para desastres.

O presidente dominicano sobrevoará hoje a cidade de Porto Príncipe para observar as consequências do devastador terremoto.

O tremor no Haiti, de 7 graus na escala Richter, aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE mf/rr

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