RDC ganha novo Gabinete na busca por segurança no país

Kinshasa, 27 out (EFE).- O presidente da República Democrática do Congo (RDC), Laurent Kabila, designou hoje um novo Governo para buscar a segurança do país, em meio a uma ofensiva rebelde que provocou a fuga de milhares de refugiados e a retirada de tropas governamentais no leste do país.

EFE |

O novo Governo de Kabila, liderado pelo primeiro-ministro Adolphe Muzito é composto por 33 ministros e 14 vice-ministros, segundo um comunicado da Presidência, e substitui ao do anterior premier, o octogenário Antoine Gizenga, que renunciou há dois meses por motivos de saúde.

Entre os ministros substituídos estão os da Defesa e de Interior, responsáveis pela segurança do país, ameaçada por grupos armados, entre eles o Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP), de Laurent Nkunda, que desde o fim de semana passado realiza uma ofensiva no leste do país.

O novo ministro da Defesa, Charles Mwando, terá a responsabilidade de responder aos ataques, que provocaram a fuga de milhares de refugiados e soldados da zona de Virunga e Rumangambo em direção a Goma, capital da região oriental, onde tem sua base uma Missão da ONU.

Para o Ministério do Interior, foi designado Celentin Mbuyu, que terá que colaborar com Mwando para conseguir a "segurança" e promover a "reconstrução da RDC.

Forças militares da RDC empreenderam a retirada junto a milhares de refugiados, segundo fontes locais, que assinalaram que os soldados fogem dos rebeldes com todo tipo de veículos, incluindo blindados, enquanto os civis, com seus móveis e utensílios e gado inundam as estradas e caminhos que vão para Goma.

A retirada das tropas governamentais acontece depois que a missão da ONU acusasse rebeldes de atacar ontem com foguetes dois de seus veículos blindados, o que foi negado pelos combatentes de Nkunda.

Parte dos militares da missão da ONU se desloca em direção ao norte, onde acontece a ofensiva rebelde, enquanto em Goma centenas de pessoas atacaram, com pedras e paus, os quartéis desta missão da ONU, à qual acusam de não cumprir com o compromisso de protegê-los da guerrilha. EFE py/rr

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