RDC confirma que não executará noruegueses condenados à morte

Kinshasa, 9 set (EFE).- O Governo da República Democrática do Congo (RDC) se comprometeu a não aplicar a pena de morte ditada contra dois noruegueses por um tribunal militar que os considerou culpados de assassinato e espionagem, disseram hoje fontes próximas ao Governo congolês.

EFE |

Segundo as fontes, o ministro de Assuntos Exteriores congolês, Alexis Tambwe Mwamba, disse na terça-feira por telefone seu colega norueguês, Jonas Gahr Stoere, que a sentença não será executada.

Stoere disse ontem mesmo, em entrevista coletiva, em Oslo, que o Governo congolês tinha lhe dado "garantias" de que a condenação à morte ditada contra os cidadãos noruegueses Joshua French, de 27 anos, e Tjostolv Moland, de 28 anos, não será aplicada.

"O Governo congolês adotou uma moratória sobre a pena de morte e a mesma não é mais aplicada" na RDC, disse Stoere aos jornalistas.

O promotor do caso acusou French e Moland de espionagem e de assassinar seu motorista, um congolês, em uma estrada de Kisangani, capital da Província Oriental da RDC, em maio.

O tribunal militar considerou provado que Moland atirou e assassinou o motorista, e declarou este e French culpados e lhes impôs a pena de morte, com um prazo de cinco dias para recorrer.

Já antes de sair o veredicto, os advogados dos dois cidadãos noruegueses anunciaram que recorreriam da sentença.

Além da pena de morte, o tribunal impôs a Moland e French o pagamento de uma quantia superior a US$ 200 mil como indenização aos parentes do motorista assassinado e reivindicou à Noruega o pagamento de US$ 60 milhões à RDC por danos e prejuízos. EFE py-st/an

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