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RCTVI busca permanecer na Venezuela porque derrota não é uma opção

Caracas, 17 fev (EFE).- O canal privado RCTVI estuda diversas possibilidades para voltar a transmitir sua programação na Venezuela, após ser suspensa em janeiro passado, porque a derrota não é uma opção, afirmou hoje em entrevista à Agência Efe a gerente-geral da emissora, Daniela Bergami.

EFE |

"A ideia é não se render", manifestou Bergami. Ela acrescentou que a emissora busca "opções de voltar a transmitir", enquanto "se pressiona em nível nacional e internacional" para fazer valer os direitos da "RCTVI" ("Radio Caracas Televisión Internacional").

"Estamos avaliando muitas opções para permanecer na Venezuela, continuar lutando para que haja uma janela" para se expressar, comentou a gerente do canal que foi tirado da programação a cabo em 24 de janeiro, em meio a protestos dentro e fora do país.

A RCTVI transmitia pelo sistema de televisão por assinatura desde julho de 2007, depois que o canal "RCTV" foi obrigado a apagar seu sinal em aberto em 27 de maio daquele ano quando lhe foi negada pelo Governo do presidente Hugo Chávez a renovação da concessão de frequência estatal que tinha havia décadas.

Entre as opções que se examinam está a internet e também a venda de programas noticiários e recreativos, além das telenovelas, "a outros canais internacionais", indicou Bergami. Ela acrescentou que a emissora está recebendo muitas propostas de aliados.

Além disso, a gerente afirmou que a empresa, com 1,5 mil empregados, continua com sua produção e continua emitindo por assinatura em diversos países do Caribe, em Porto Rico e regiões da Colômbia e do Peru.

A RCTVI tinha planos para ampliar sua presença ao resto da América Latina e também aos Estados Unidos, indicou Bergami.

Bergami criticou a forma como foi realizada a suspensão. "Assusta a maneira como foi realizado. Utilizaram empresas privadas para executar a violação de direitos humanos de outros, ao mais puro estilo stalinista", disse a gerente.

A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) considerou que a RCTVI, à qual classificou como canal "nacional", não cumpria com a lei audiovisual venezuelana, que inclui emitir as transmissões presidenciais.

Por isso, o órgão pediu às companhias de assinatura a retirá-la de sua programação se não quisessem ser consideradas infratoras.

Com relação aos recursos apresentados pelo canal perante a Corte Suprema, Bergami disse que nenhum deles teve resposta. EFE eb/sa

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