R.Checa rejeita pressões da UE para assinatura de tratado

Bruxelas, 19 jun (EFE).- A República Tcheca disse hoje ser contra a que a cúpula dos países da União Européia (UE) em Bruxelas termine com um compromisso explícito sobre a ratificação do Tratado de Lisboa nos sete Estados do bloco que ainda não endossaram o texto.

EFE |

Fontes diplomáticas tchecas disseram à Agência Efe que essa mensagem do Conselho Europeu seria "contraproducente" para a ratificação do documento na República Tcheca.

Nesse país, o aval ao texto ainda depende de um parecer do Tribunal Constitucional sobre a compatibilidade da Carta Magna tcheca com o Tratado de Lisboa, de uma votação no Senado e da assinatura do presidente da república, Vaclav Klaus, conhecido por ser resistente a uma maior integração européia.

Movimentos passíveis de serem interpretados como "pressão" da UE dariam asas aos adversários da ratificação, segundo as fontes.

A mensagem difundida esta semana por diferentes líderes europeus é a de que as ratificações devem seguir adiante, a despeito do "não" irlandês em um plebiscito realizado na semana passada.

No entanto, de acordo com os tchecos, as conclusões da cúpula da UE não devem incluir nenhum chamado para que o processo tenha continuidade a qualquer custo, já que suporia uma "pressão desnecessária" e "contraproducente".

"Sem estas condições (a decisão do Tribunal Constitucional, a votação do Senado e a assinatura do presidente), não haverá tratado", frisaram as fontes.

Hoje, o ministro de Assuntos Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, disse em entrevista ao jornal austríaco "Der Standard" que "exercer pressão é a coisa mais estúpida que pode ser feita".

"A pressão já é grande e não devemos aumentá-la", disse o ministro. EFE met/sc

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