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RCD votará contra reforma constitucional na Argélia

Argel, 11 nov (EFE).- O Agrupamento para a Cultura e a Democracia (RCD) anunciou hoje que amanhã votará contra o projeto de reforma constitucional no Parlamento da Argélia, que permitiria um terceiro mandato do presidente, Abdelaziz Bouteflika, enquanto os três partidos da coalizão governamental votarão a favor.

EFE |

Em entrevista coletiva, o presidente do RCD, Said Sadi, disse que seu partido se pronunciará contra a revisão da Carta Magna porque "põe em questão os equilíbrios formais entre poderes".

O RCD é, ao lado da Frente das Forças Socialistas (FFS), do histórico dirigente revolucionário Ait Ahmed, uma das principais forças de oposição na Argélia.

No entanto, o FFS só se apresenta às eleições locais e regionais, por isso que não tem nenhum representante no Parlamento nacional, enquanto o RCD dispõe de 19 deputados.

Sadi qualificou a reforma da lei fundamental impulsionada por Bouteflika - que suprimirá a limitação atual a dois dos mandatos presidenciais - de golpe constitucional.

As duas câmaras do Parlamento argelino devem debater e votar amanhã a revisão da Carta Magna, que permitiria a Butlefika se apresentar de novo às eleições presidenciais previstas para abril de 2009.

"Nós teremos amanhã uma reunião e cada um deve assumir suas responsabilidades", disse Sadi, que lamentou que a reivindicação de seu partido para que a votação do projeto de reforma fosse secreta tenha sido rejeitada.

Os dois outros partidos de oposição que obtiveram representação parlamentar nas legislativas de 2007, a Frente Nacional Argelina e o Partido dos Trabalhadores, anunciaram que votarão, respectivamente, contra e a favor da revisão.

O projeto de reforma da Constituição deve ser aprovado por pelo menos três quartos das duas Câmaras (Assembléia Popular Nacional e Conselho da Nação) para poder ser adotado.

O Conselho da Nação está composto por dois terços de senadores eleitos (96) e um terço designado pelo chefe do Estado (48).

Os três partidos da Aliança presidencial, majoritária também no Conselho da Nação, confirmaram hoje que votarão a favor da revisão.

EFE jg/ab/plc

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