Costa do Sauípe (Bahia), 15 dez (EFE).- O presidente de Cuba, Raúl Castro, é uma das figuras mais esperadas na 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, não só porque estréia como dirigente em uma reunião internacional fora de seu país, mas também porque sua presença sela a integração plena da ilha na América Latina.

Raúl Castro deve chegar nas próximas horas à Costa do Sauípe procedente da Venezuela, onde assinou uma série de acordos com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em sua primeira visita ao exterior.

Para ressaltar a importância que Raúl Castro dá a sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou Cuba em duas ocasiões no último ano, o chefe de Estado cubano ficará no Brasil, depois da cúpula, para uma visita oficial ao país na próxima quinta.

Menos carismático que seu irmão Fidel, Raúl Castro, de 77 anos, vai à reunião regional no Brasil com o objetivo de consolidar a integração da ilha na América Latina.

Raúl Castro irá amanhã à reunião do Grupo do Rio convocada para dar as boas-vindas a Cuba no único mecanismo de concertação política da região.

A integração da ilha nos mecanismos regionais ficará, além disso, selada pela presença de Castro na primeira 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, que começa amanhã e termina na quarta-feira.

A presença de Raúl Castro na reunião confirma "a integração definitiva de Cuba na região, com suas obrigações e privilégios", ressaltou hoje o vice-chanceler venezuelano, Francisco Javier Arias Cárdenas.

A decisão do regime de Havana de dar um passo adiante para estreitar laços com seus vizinhos latino-americanos coincide com as expectativas criadas, após Raúl Castro chegar ao poder, sobre uma hipotética transição na ilha.

Fora isso, analistas consulados pela Agência Efe concordaram que Cuba pode aproveitar a oportunidade de obter ajuda para fazer frente a sua difícil situação econômica e reduzir sua excessiva dependência da Venezuela. EFE mar/rr

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.