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Raúl Castro reitera oferta de diálogo com EUA, mas sem gestos

HAVANA (Reuters) - O presidente de Cuba, Raúl Castro, repetiu nesta quarta-feira uma oferta de discutir tudo com os Estados Unidos, numa tentativa de melhorar as relações entre os dois países, mas disse que Cuba não precisa fazer quaisquer gestos em relação a seu adversário de longa data. Reiteramos que estamos dispostos a conversar sobre tudo com os Estados Unidos, em igualdade de condições, mas não a negociar nossa soberania, nem nosso sistema político e social, o direito à autodeterminação, nem nossos assuntos internos, disse ele em discurso feito numa reunião ministerial do Movimento dos Países Não-Alinhados.

Reuters |

"Cuba não impôs sanções contra os Estados Unidos ..., logo não é Cuba quem deve fazer gestos", disse ele.

No início deste mês o presidente norte-americano, Barack Obama, aliviou o embargo comercial dos EUA contra Cuba, revogando as restrições às viagens de cubano-americanos à ilha de governo comunista.

Mas Obama disse que quer ver "sinais" vindos de Cuba sobre questões como a libertação dos presos políticos e melhoras na área de direitos humanos, para poder avançar no sentido da normalização das relações.

Raúl Castro já ofereceu conversações amplas com os EUA antes.

A última vez em que o fez foi em 16 de abril, quando disse que os tópicos de discussão poderiam incluir os prisioneiros políticos, que Cuba vê como "mercenários" a serviço dos Estados Unidos, além da democracia e da liberdade de imprensa.

A administração Obama saudou as declarações de 16 de abril como gesto importante, mas o irmão mais velho de Raúl Castro, o ex-líder Fidel Castro, escreveu alguns dias depois que as palavras tinham sido "mal interpretadas" e indicou que Cuba não tem intenção de fazer concessões a Washington.

Autoridades cubanas e norte-americanas iniciaram discussões informais em Washington para estudar maneiras de melhorar as relações entre os dois países, que são hostis desde que Fidel Castro assumiu o poder numa revolução em 1959 e converteu Cuba em um Estado comunista.

(Por Nelson Acosta)

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