Raúl Castro recebe congressistas americanos para iniciar diálogo

Havana, 6 abr (EFE).- O presidente de Cuba, o general Raúl Castro, se reuniu hoje com sete congressistas democratas dos Estados Unidos que visitam a ilha na busca de contatos políticos para começar a normalizar as relações dos dois países após décadas de confronto.

EFE |

Um comunicado emitido pela televisão oficial informou sobre a reunião, mas não detalhou as questões discutidas ou citou o objetivo da visita dos legisladores, liderados pela californiana Barbara Lee, presidente do chamado "Caucus Negro" - formado pelos legisladores afro-americanos - do Congresso americano.

Na reunião, o general foi acompanhado pelo presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón; o ministro de Exteriores, Bruno Rodríguez; Pedro Sáez, do Birô Político do governante Partido Comunista, e pelo chefe do Escritório de Interesses de Cuba em Washington, Jorge Bolaños.

Os congressistas chegaram a Havana na sexta-feira e ficarão em Cuba até quarta-feira, em um momento em que a imprensa americana levanta a possibilidade de o líder americano, Barack Obama, suspender as restrições que os cidadãos do país encontram para viajar à ilha ou mandar remessas a suas famílias.

"Não trazemos propostas concretas. Estamos aqui para iniciar conversas sobre as relações entre Cuba e Estados Unidos.

Pessoalmente, acho que é o momento de falar", disse no sábado Lee em entrevista coletiva.

Outro membro do grupo, Mel Watt, afirmou hoje que, para os Estados Unidos, não é crucial nem a inimizade nem o diálogo com o Governo de Havana, mas ressaltou que seria positivo que ambas as partes pudessem conversar.

O legislador se referiu, assim, a um artigo que o ex-presidente Fidel Castro divulgou no domingo no qual destacou que Cuba não teme o diálogo com os Estados Unidos nem precisa do confronto para existir.

"Talvez o mesmo possa ser dito dos Estados Unidos. Não é indispensável, nem uma ameaça vital, que tenhamos um diálogo com Cuba, nem que os Estados Unidos sejam adversários de Cuba. Está claro que os dois países podem existir sem diálogo e sem relação de adversários", disse Watt. EFE am/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG