Raúl Castro preside festa da revolução sem presença de Fidel

Recente atividade pública de Fidel Castro gerou expectativa de uma aparição oficial nesta segunda-feira

AFP |

O presidente de Cuba, Raúl Castro, presidiu nesta segunda-feira o ato da principal festa da revolução cubana sem a presença de seu irmão, Fidel, cuja recente atividade pública gerou uma expectativa de um ressurgimento oficial.

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Raúl Castro participa de festa da revolução cubana ao lado do vice-presidente da Venezuela, Rafael Ramirez

Raúl Castro, com seu uniforme de general, e a dirigência máxima do governo e das Forças Armadas, participaram do ato de 26 de julho na Praça Ernesto Che Guevara, na lendária Santa Clara, 280 km a leste de Havana, onde repousam os restos do guerrilheiro argentino.

O ato acontece na Praça Ernesto Che Guevara de Santa Clara, frente ao Mausoléu no qual repousam os restos do guerrilheiro argentino, 300 quilômetros ao leste de Havana.

O vice-presidente venezuelano, Rafael Ramírez, também ministro da Energia e Petróleo, foi situado junto a Castro para presenciar a cerimônia, que começou com os hinos de Cuba e Venezuela e é presidida pelas bandeiras dos dois países.

Fidel de verde-oliva

Usando o simbólico verde-oliva, Fidel Castro surpreendeu os cubanos neste fim de semana ao visitar uma cidade próxima a Havana pela primeira vez em quatro anos de doença, o que alimentou a discussão relativa a sua participação ou não na principal festa da revolução.

Para homenagear os rebeldes mortos no frutrado ataque ao Quartel Moncada, que liderou em 1953 contra a ditadura de Fulgencio Batista (1952-58), Fidel visitou no sábado um mausoléu em Artemisa, 60 km a sudoeste da capital, vestido com sua camisa militar tradicional, mas sem as insígnias de Comandante-em-chefe.

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Fidel Castro aparece em público usando o tradicional casaco verde-oliva

Segundo as imagens de televisão, Fidel --com uma boa aparência-- depositou flores nos túmulos dos guerrilheiros que morreram no ataque a Moncada, primeira ação armada da Revolução Cubana, saudou o povo e leu em pé e com fluidez uma mensagem "aos combatentes revolucionários de toda a Cuba".

Foi a sexta aparição pública de Fidel Castro em 17 dias, concedendo uma entrevista à televisão e visitado dois centros de pesquisa. Mas a viagem a Artemisa marcou a primeira incursão fora de Havana desde que sua doença o tirou do poder, em julho de 2006.

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