Raúl Castro lamenta morte de preso político em greve de fome

HAVANA (Reuters) - O presidente cubano, Raúl Castro, lamentou a morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, resultado de uma greve de fome, e disse que ele não foi torturado nem executado, já que essas práticas não existem em Cuba, segundo um site estatal. Zapata, um encanador de 42 anos, estava preso desde 2003, cumprindo pena de 36 anos. Ele morreu na terça-feira, após 85 dias de greve de fome em protesto contra as condições carcerárias.

Reuters |

"A tortura não existe, não houve tortura, não houve execução. Isso acontece na base de Guantánamo", disse Raúl, segundo o site www.cubadebate.cu, num evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no porto de Mariel, nesta quarta-feira.

Ele se referia à base naval norte-americana de Guantánamo, encravada no sudeste de Cuba, onde os Estados Unidos mantêm presos suspeitos de terrorismo e admitiram que, no passado, submetia-os a práticas de interrogatórios internacionalmente condenadas.

A Anistia Internacional afirmou que a morte de Zapata foi uma "indício terrível" da repressão em Cuba, e os Estados Unidos pediram que Havana liberte todos os seus presos políticos.

(Reportagem de Jeff Franks)

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