Raúl Castro encerra em Brasília primeira viagem após tomar posse

Brasília, 17 dez (EFE).- O ditador cubano Raúl Castro, fará amanhã uma visita oficial a Brasília, onde será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou seu desejo de transformar o Brasil no sócio número um da ilha, e encerrará assim sua primeira viagem ao exterior desde fevereiro, quando assumiu o poder.

EFE |

Sua primeira viagem oficial começou no sábado, em Caracas, e lhe levou também à Costa de Sauípe para a primeira Cúpula da América Latina e o Caribe.

Segundo o Palácio do Planalto, Raúl Castro deverá chegar à capital hoje à noite e se alojará na Granja do Torto, residência de campo da Presidência, que Lula o ofereceu.

Amanhã, os dois devem discutir assuntos comerciais e econômicos de comum interesse no Ministério das Relações Exteriores, com a participação de personalidades artísticas e culturais.

Um setor de especial importância para Lula é o energético, que foi objeto de negociações durante as duas visitas que fez a Havana este ano.

A Petrobras e a Cuba Petróleo (Cupet) assinaram durante a segunda visita de Lula, no mês passado, um acordo pelo qual a empresa brasileira adquiriu os direitos de prospecção e prospecção no bloco 37, situado na Zona Econômica Exclusiva cubana (ZEE), no Golfo do México.

A Petrobras, que anunciou um investimento inicial de US$ 8 milhões nessa jazida, está interessada em outras áreas próximas ao bloco 37, pois está convencida de que em águas profundas cubanas existe um grande potencial petrolífero ainda não descoberto, segundo disseram fontes da empresa.

Embora se trate ainda de uma fase experimental, o próprio Lula afirmou que a Petrobras se consolidará como uma das empresas com mais presença no setor petroleiro cubano.

Lula e Castro também se propõem a aumentar o comércio entre os países, que nos primeiros três trimestres deste ano teve um crescimento de 58%, até alcançar a soma de US$ 483 milhões.

A intenção, segundo declarou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também é tratar de equilibrar um pouco esse comércio, pois do volume total somente 10% correspondem a exportações cubanas para o Brasil.

A Agência Brasileira de Promoção de Investimentos e Exportações, que neste ano patrocinou a participação de 25 empresas brasileiras na Feira Internacional de Havana (FIHAV), afirmou que Cuba se apresenta atualmente como "uma excelente oportunidade de negócios".

Segundo esse órgão oficial, as relações comerciais entre ambos os países podem crescer nas duas direções, especialmente nas áreas de alimentos, construção, material de limpeza, máquinas e equipes agrícolas, transporte, turismo, tecnologia e saúde. EFE ed/jp

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