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Raúl Castro é acusado de manter mecanismo totalitário sobre informação

Madri, 5 out (EFE).- O presidente cubano, Raúl Castro, mantém intacto o mecanismo totalitário sobre o uso da informação pública, da repressão à imprensa independente e da recusa em libertar jornalistas presos, segundo um relatório exposto hoje na Assembléia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

EFE |

O diretor do jornal "El Nuevo Herald", com sede em Miami, Humberto Castelló, apresentou o relatório sobre Cuba, que deverá ser aprovado na terça-feira, na conclusão da 64ª Assembléia da SIP, realizada em Madri.

Castelló disse que as expectativas de mudança geradas pela sucessão no poder na ilha, no último dia 24 de fevereiro, "foram congeladas em meio à paralisia das estruturas de Governo, ao limitado alcance transformador das medidas realizadas e à crescente intervenção de Fidel Castro nas decisões fundamentais".

Diante do resto dos editores e diretores da imprensa americana, Castelló destacou que desde março "o número de jornalistas presos aumentou para 26 após a condenação a um ano de prisão de Yordis García Fournier", diretor do boletim independente "Porvenir" e que foi julgado em 3 de setembro por resistência e desobediência.

O Governo cubano "permanece imutável" aos pedidos internacionais para que conceda uma licença extrapenal humanitária a 12 jornalistas, em consideração a seu precário estado de saúde e à avançada idade de alguns deles.

Entre eles, citou os casos de Normando Hernández (condenado a 25 anos de prisão), José Luis García Paneque (condenado a 24 anos), Alfredo Polido López (condenado a 14 anos), Pedro Arguelles Moran, (condenado a 20 anos), Juan Carlos Herrera Acosta (condenado a 20 anos) e Ricardo González Alfonso (também condenado a 20 anos).

Castelló afirmou que, para os mais de 60 jornalistas independentes que se mantêm em atividade em Cuba, "a perseguição e a repressão policiais são rotinas cada vez mais cotidianas".

Desde abril, foram registradas, segundo o diretor do "Herald", "71 ações repressivas contra jornalistas independentes, que incluem intimidações, multas, confiscos, deportações, detenções temporárias, grampos telefônicos e violações da correspondência postal e eletrônica".

Também destacou que "os blogueiros independentes são impedidos" pelas autoridades de entrarem e atualizarem suas páginas na internet.

Castelló lembrou que a blogueira Yoani Sánchez não pôde viajar à Espanha em setembro para receber um prêmio jornalístico porque as autoridades cubanas impediram sua saída do país.

O acesso à internet continua restrito, segundo o diretor do jornal de Miami, que ressaltou que apenas organismos estatais, instituições educativas e estrangeiros que pagam os serviços com moeda conversível podem estabelecer conexões com a rede.

O Governo de Cuba alega que as limitações impostas pelos Estados Unidos diminuem sua capacidade de conexão e o obriga a usar um satélite, com um serviço de menor rapidez e eficiência, acrescenta o relatório apresentado na SIP.

O diretor do "Herald" acrescentou que o Governo cubano intensificou os controles de concessão de vistos para correspondentes estrangeiros em coberturas temporárias. EFE mmg/fh/sc

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