Raúl Castro diz que ninguém dá golpe na A.Latina sem autorização dos EUA

Quito, 10 ago (EFE).- O presidente de Cuba, Raúl Castro, afirmou hoje que na América Latina ninguém dá um golpe de Estado se não receber a autorização dos Estados Unidos, em referência à crise política em Honduras e a anteriores, como as ocorridas na Venezuela em 2002 e, mais recentemente, na Bolívia.

EFE |

Castro discursou em Quito durante a comemoração pela tomada de posse de Rafael Correa, para seu segundo mandato, junto ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o líder deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

Durante o evento, transmitiu ao presidente equatoriano uma mensagem de seu irmão Fidel, de elogio por seu discurso na posse.

Fidel definiu o discurso como "muito sério, emotivo e persuasivo", segundo seu irmão Raúl, que, por sua parte, se mostrou convencido que o discurso de Correa diante da Assembleia Nacional do Equador "fará história".

Aproveitando a comemoração em Quito ao bicentenário do primeiro grito equatoriano contra a colônia espanhola, o general Raúl assegurou que América Latina se encontra "em uma situação parecida", onde o "líder anterior foi substituído por outro mais recente, mais poderoso".

"Esses golpistas não respiram sem permissão de Washington", assegurou Raúl, que acrescentou que "já se sabe quem abriu a porta aos gorilas: os de sempre, os que têm a chave", em alusão aos EUA.

O presidente cubano continua acreditando que o presidente Barack Obama "está cheio de boas intenções", mas destacou que antigos membros de administrações americanas anteriores permanecem em seu Governo.

Raúl também falou sobre as bases militares colombianas como um "acontecimento que é preciso ser levado em conta" e que "não é casual".

"As bases militares americanas em solo colombiano não são para lutar contra as drogas ou os guerrilheiros", disse.

Comentou que brincou hoje com Correa sobre o assunto e disse ao presidente equatoriano que a região tem que se preparar, "porque os canhões dessa frota estão apontando para cá".

Castro concluiu seu discurso brindando o apoio de Cuba ao Equador "em tudo o que puder". EFE sam/pd

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