Argel, 9 fev (EFE).- O presidente cubano, Raúl Castro, concluiu hoje sua visita oficial de três dias a Argel, na qual reforçou as já estreitas relações bilaterais e abriu novas vias para ampliar a outros setores a cooperação entre os dois países.

Antes de partir com destino a Havana, Raúl se reuniu hoje pela última vez com o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, com quem já tinha mantido vários encontros nestes três dias.

"As relações entre Cuba e Argélia são claras e muito fortes, e não apenas se mantiveram, como se reforçaram com o tempo", afirmou o líder cubano, que confessou que já tinha visitado de maneira incógnita Argel como enviado de seu irmão Fidel, então presidente do país caribenho.

"Não é a primeira vez que venho à Argélia. Vim diversas vezes no passado, sem que ninguém soubesse, na qualidade de enviado de Fidel", reconheceu o dirigente cubano.

Os dois países estabeleceram relações diplomáticas apenas um dia depois da proclamação da independência argelina em 1962, quando a Argélia representava um modelo para os revolucionários de todo o mundo após sua dura guerra contra a França.

"Foi um longo e sangrento caminho, mas (a Argélia) já é dona de seu destino", escreveu Raúl no livro de visitas do Santuário dos Mártires da Independência, onde depositou uma coroa de flores.

O presidente cubano destacou que Argélia e Cuba "têm muitos pontos em comum", e insistiu na necessidade de estender a outros setores sua cooperação, especialmente intensa no setor da saúde.

"É preciso conseguir no setor econômico o alto nível de relações que sempre existiu no político", ressaltou.

Uma comissão mista se reunirá nos próximos meses em Argel para concretizar os acordos de extensão na cooperação a outros setores, especialmente os de energia, educação e intercâmbios comerciais. EFE jg/mh

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