Raúl Castro comuta pena de morte de grupo de condenados em Cuba

O presidente de Cuba, Raúl Castro, anunciou nesta segunda-feira que comutou a pena de morte de um grupo de condenados, e disse que analisará os casos de um salvadorenho e de um guatemalteco acusados de atentados com bomba em 1997.

AFP |

Raúl Castro, que não citou o número de beneficiados com a medida, disse ao plenário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba que a pena capital será comutada para prisão perpétua ou 30 anos de prisão, dependendo do caso.

"Adotamos esta decisão não por pressão, mas por um ato soberano em consonância com a conduta humanitária e ética" do país, afirmou Raúl Castro, que assumiu a presidência em 24 de fevereiro, no lugar do irmão Fidel, que deixou o poder após quase meio século por problemas de saúde.

Castro assinalou que os casos do guatemalteco e do salvadorenho estão ligados aos atentados atribuídos ao anti-castrista Luis Posada Carriles.

A decisão "não significa que suprimimos a pena capital do Código Penal", destacou Raúl Castro ao plenário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC)

O presidente lembrou que Cuba não executa a pena de morte desde o fuzilamento, em 11 de abril de 2003, de três homens que seqüestraram um barco e ameaçaram 50 passageiros com armas para tentar chegar a Miami.

"Não podemos nos desarmar diante de um império (Estados Unidos) que não para de nos acossar e agredir", disse Raúl Castro, lembrando que a maioria da população é favorável à pena de morte.

Segundo a Comissão Cubana dos Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), em Cuba há "entre 40 e 50 condenados à morte".

mis/LR

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