Raúl agradece A.Latina por condenar embargo dos EUA a Cuba

Costa do Sauípe (Bahia), 16 dez (EFE).- O presidente de Cuba, Raúl Castro, agradeceu hoje a decisão da América Latina e do Caribe de condenar o embargo dos Estados Unidos a seu país e ofereceu a modesta ajuda da ilha caribenha à integração regional.

EFE |

"Em nome de uma Cuba que sofreu quase 50 anos com o bloqueio agradeço aos países da América Latina e do Caribe por seu firme apoio à declaração contra a ilegal e injusta política que viola os direitos humanos de nosso povo", disse o presidente em seu discurso na Cúpula da América Latina e do Caribe.

"Cuba, apesar do vingativo bloqueio, está disposta a compartilhar sua modesta experiência para colaborar com a região, já que a colaboração, junto com a solidariedade e o internacionalismo, constituem a base de nossas relações com o mundo", frisou Raúl.

Com seu discurso de hoje na Costa do Sauípe, na Bahia, Raúl Castro, que em fevereiro passado assumiu oficialmente a Presidência de Cuba, estreou como governante em fóruns internacionais fora de seu país.

Segundo o chefe de Estado cubano, o encontro que reúne pela primeira vez todos os líderes da região sem exclusões e sem a presença de países de fora tem "inquestionável transcendência".

"As condições são propicias para dar andamento a um processo estratégico para os destinos de nossa região", afirmou.

Para ele, é necessário passar paulatinamente das palavras aos atos de modo a superar um modelo de integração baseado na "globo-colonização" e alcançar um modelo com base na solidariedade.

"As ações integradoras desta cúpula devem ser guiadas pela cooperação entre nossos povos. É essencial que a cúpula tenha acompanhamento e que não se reduza à oportunidade de nos ver e intercambiar opiniões nesta ocasião", destacou o chefe de Estado.

Segundo Raúl, a América Latina conta para sua integração com recursos, evolução tecnológica e um potencial científico pouco aproveitado.

Assegurou que uma das prioridades do atual processo tem que ser a busca por uma resposta regional para a situação econômica mundial.

"A complexidade da crise requer uma participação de todos para sua solução. Por isso, realizamos os esforços que conduziram à criação de diferentes grupos de modo a buscar alternativas para uma crise cujos efeitos ainda não se podem prever", sustentou. EFE cm/rr

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