Ratko Mladic será operado de hérnia, diz jornal sérvio

Ex-general servo-bósnio, que é julgado em Haia por crimes de guerra e genocídio, foi hospitalizado com urgência na Holanda

iG São Paulo |

AP
Imagem de TV mostra o ex-comandante militar sérvio Ratko Mladic durante julgamento (4/7)
O ex-general servo-bósnio Ratko Mladic , que é julgado em Haia por crimes de guerra e genocídio, foi hospitalizado com urgência e será operado de uma hérnia, segundo afirmou nesta quinta-feira o jornal Blic, de Belgrado.

Segundo o jornal, a porta-voz do Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), Nerma Jelacic, não quis confirmar a informação e explicou que "não pode informar sobre o estado de saúde do acusado sem o prévio consentimento".

Dois julgamentos

O jornal assegura que Mladic foi internado no hospital holandês Bronovo na terça-feira passada, mesmo dia em que a procuradoria sugeriu que a acusação contra o ex-comandante servo-bósnio seja divida em duas e que haja dois julgamentos.

Enquanto o primeiro processo seria relativo especificamente ao papel de Mladic no massacre de Srebrenica, em julho de 1995. O massacre foi o maior desde a Segunda Guerra Mundial, no qual cerca de 8 mil homens e adolescentes muçulmanos foram mortos.

O segundo processo incluiria os outros crimes dos quais o ex-general é acusado, entre eles os cometidos durante o cerco a Sarajevo, além de outros praticados em cidades da Bósnia-Herzegovina, como o sequestro de funcionários da ONU.

Histórico

Mladic nasceu na Bósnia, no vilarejo de Kalinovik, em 1942. Ele cresceu na Iugoslávia sob o regime de Tito e se tornou um oficial do Exército do Povo Iugoslavo. Quando o país começou a se desintegrar em 1991, ele foi enviado para liderar a 9ª Corporação do Exército Iugoslavo contra as forças croatas, em Knin.

Mais tarde, assumiu o comando do Segundo Distrito Militar do Exército Iugoslavo, com base em Sarajevo.

Em maio de 1992, a Assembleia Servo-Bósnia votou pela criação de um Exército servo-bósnio, nomeando Mladic como seu comandante.

Acusado de crimes de guerra, genocídio e crimes contra humanidade na Guerra da Bósnia (1992-1995), Mladic foi preso em 26 de maio na Sérvia após permanecer foragido por 16 anos e transferido no dia 31 de maio para Haia.

*Com EFE e AFP

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