Rasmussen assume comando da Otan

Bruxelas, 1º ago (EFE).- O dinamarquês Anders Fogh Rasmussen é, a partir de hoje, o novo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no lugar do holandês Jaap de Hoop Scheffer, que deixou o cargo na quinta-feira após cinco anos e meio de mandato.

EFE |

O ex-primeiro-ministro dinamarquês deve chegar à sede da Otan, em Bruxelas, na segunda-feira para, no dia seguinte, presidir seu primeiro Conselho Atlântico, o principal órgão decisório da organização.

Os dirigentes da Otan designaram formalmente Rasmussen como sucessor de Scheffer em abril durante a cúpula de Estrasburgo-Kehl.

A nomeação do dinamarquês quase não aconteceu devido às objeções do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, que criticou o comportamento do novo secretário-geral na crise gerada pelas caricaturas de Maomé publicadas na Dinamarca em 2005.

A cúpula de abril também serviu para decidir o reforço na posição da Otan no Afeganistão e o início do processo de atualização de sua estratégia.

A operação no Afeganistão é o principal desafio para o dinamarquês, assim como já era quando Scheffer tomou posse em janeiro de 2004.

Desde então, a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, em inglês) - a missão internacional de segurança liderada pela Otan sob o mandato das Nações Unidas - passou de 5.700 militares para 64.500 e se estendeu de Cabul para todo o Afeganistão, o que não foi suficiente para deter os insurgentes talibãs.

O novo secretário-geral também vai encontrar as relações com Moscou recém recompostas e com o Conselho Otan-Rússia, órgão de discussão privilegiada, em pleno funcionamento após meses de interrupção devido ao conflito na Ossétia do Sul, em agosto de 2008.

A guerra entre Rússia e Geórgia do agosto passado ocorreu, entre outros motivos, por causa dos atritos entre Moscou e a Otan por causa da política de expansão da organização rumo ao leste.

Oito países do antigo bloco soviético (Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Bulgária, Eslovênia e Eslováquia), além da Albânia e uma república ex-iugoslava (Croácia) ingressaram na Otan desde 2004. EFE rja/bba

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