Rasim Delic, condenado por crimes de guerra, morre aos 61 anos

Sarajevo, 16 abr (EFE).- O ex-comandante do Exército bósnio-muçulmano Rasim Delic, condenado por crimes de guerra durante o conflito bósnio (1992-1995), morreu hoje aos 61 anos em casa na cidade de Visoko, a 30 quilômetros ao oeste de Sarajevo, informaram a imprensa local.

EFE |

Delic foi condenado, em 2008, pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), em Haia, a três anos de prisão, por não ter tomado as "medidas necessárias" para prevenir e castigar os delitos no tratamento cruel contra sérvios e croatas.

O general Delic se entregou em 2005 de forma voluntária ao TPII, após saber das acusações contra si, por isso que atualmente já tinha cumprido sua condenação.

Oficial de carreira, ele terminou a academia militar em 1971. No Exército da antiga federação socialista da Iugoslávia - da qual a Bósnia fazia parte como uma de suas seis repúblicas - chegou à categoria de tenente-coronel.

Deixou o Exército iugoslavo em abril de 1992, quando a Bósnia proclamou sua independência do antigo país.

Delic foi comandante do Exército bósnio de 1993 até o fim da guerra, em 1995. Depois, foi comandante do comando comum do Exército do ente muçulmano-croata, e mais tarde, até a sua entrega, conselheiro para assuntos militares de Sulejman Tihic, membro muçulmano do terno presidencial bósnia. EFE Nh-Sn/dm

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