Rapper Wyclef Jean quer ser candidato a presidente no Haiti

Ex-integrante do Fugees, músico de 37 anos deve fazer anúncio no programa "Larry King Live"

EFE |

AP
Músico deve anunciar sua candidatura nesta quinta-feira (foto é de 2008)
WASHIGTON - O músico haitiano Wyclef Jean anunciará na quinta-feira (5), no programa "Larry King Live", da rede de televisão americana CNN, que vai se candidatar às eleições presidenciais de novembro em seu país. Citando fonte próxima a Jean, a rede de televisão informou em seu site que o artista fará o esperado anúncio na quinta-feira à noite no programa, que tem grande audiência

O anúncio acontece após o próprio cantor afirmar, na semana passada, que sua família decidiria se ele apresentaria ou não a candidatura às eleições gerais do dia 28 de novembro, que definirão o sucessor do atual líder, René Préval. "No Haiti, minha esposa, Claudinetta, minha filha, Angelina, e minha mãe, Yolanda, são minhas chefes. Elas vão determinar se eu posso me comprometer", afirmou à haitiana Radio Kiskeya

Jean, que não reconheceu ter ambições políticas, reivindicou sua liderança no movimento Face to Face, que pretende solucionar com a participação dos jovens os problemas fundamentais da sociedade haitiana. Sua missão é atrair investimentos, criar empregos e promover a educação, explicou. O músico de 37 anos e cujo tio é o embaixador do Haiti em Washington considera o voto uma "arma pacífica" para permitir à população expressar sua opinião.

Ganhador de um Grammy, Jean declarou que não tem medo de seus detratores, que o qualificam de "candidato da diáspora" e "incapaz de falar crioulo (o idioma local)", assim como de "cidadão estrangeiro", já que também tem nacionalidade norte-americana. Após lembrar seu voto a favor de Préval nas eleições de 2006 e sua condição de embaixador da boa vontade do Haiti desde 2007, o músico assinalou que quando promove "a imagem do Haiti por todo o planeta, está totalmente alegre, no entanto, há pouco tempo, me apresentam negativamente", lamentou.

Wyclef Jean também rejeitou as críticas que recebeu por sua suposta falta de identidade local. O cantor nasceu no Haiti, mas foi criado no Brooklyn (Nova York). Após o devastador terremoto que assolou a nação caribenha em 12 de janeiro deste ano, Jean mobilizou seus colegas artistas para que reunissem fundos e apareceu precisamente no programa de Larry King para pedir ajuda aos americanos e à comunidade internacional.

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