Ramos Horta suspeita de elementos externos no atentado contra ele

O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, revelou suas suspeitas de que havia elementos externos por trás da tentativa de seu assassinato que o deixou gravemente ferido em fevereiro passado.

AFP |

O Prêmio Nobel da Paz, que retorna ao país na próxima quinta-feira após dois meses de tratamento e recuperação na Austrália, escreveu um comentário na site da rede de televisão CNN acusando forças não especificadas de tentar desestabilizar seu país.

Ramos Horta levou dois tiros nas costas durante um ataque ao amanhecer de 11 de fevereiro, enquanto o primeiro-ministro Xanana Gusmão também era atacado, mas consegui sair ileso.

O líder militar renegado Alfredo Reinado, foragido desde 2006, foi morto na troca de tiros, mas vários rebeldes ainda estão soltos.

"Uma investigação está em andamento, e há cada vez mais provas apontando para elementos externos", escreveu Ramos Horta. "Esses elementos querem desestabilizar o Timor Leste, e estão tentando afundar o país em uma guerra civil sem fim para declarar o estado fracassado".

No entanto, o líder de 58 anos afirmou que o incidente só aumentou sua determinação de lutar contra a pobreza e a violência nessa jovem e frágil democracia, que vive conflitos desde sua independência da Indonésia em 1999.

"Estou voltando para casa nos próximos dias para fazer todo o possível para realizar meus sonhos para o Timor Leste, para continuar a tirar as pessoas da pobreza e criar uma zona de paz onde não exista violência", prometeu.

Os comentários do presidente vieram uma semana depois de aparecer na televisão do Timor Leste para assegurar que retornaria a liderar o país, após ter dado a entender a um jornal australiano que deixaria o governo.

Para o regresso de Ramos Horta, a segurança nacional será intensificada.

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