Ramos Horta retorna ao Timor-Leste dois meses depois de atentado

Sydney (Austrália), 17 abr (EFE).- O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, retornou hoje ao país depois de mais de dois meses internado em um hospital australiano em função do atentado que o deixou gravemente ferido.

EFE |

Ramos Horta foi recebido em seu retorno a Díli - cidade que deixou no dia 11 de fevereiro - pelos ministros do Governo liderados pelo chefe do Executivo, Xanana Gusmão.

Os membros do gabinete se reuniram ao redor do tapete vermelho colocado na pista de aterrissagem, e o prêmio Nobel da Paz cumprimentou-os um a um antes de dar um emotivo abraço em seu amigo Gusmão.

Posteriormente, grupos de estudantes com bandeirinhas timorenses esperaram a comitiva presidencial de ambos os lados da estrada que une o aeroporto com a capital, recém pavimentada para a ocasião.

Ramos Horta, de 58 anos, deixou no dia 19 de março o hospital no qual estava internado depois de ter sido baleado com três tiros, dois nas costas e um no estômago.

O político foi internado de urgência na capital antes de ser transferido para a cidade australiana de Darwin, onde foi submetido a mais operações, permanecendo durante três semanas da unidade de tratamento intensivo.

O líder do Timor-Leste foi atacado em frente a sua casa por soldados leais ao comandante Alfredo Reinado, que morreu no tiroteio, enquanto Gusmão saiu ileso no mesmo dia em que se registrou outro ataque contra seu veículo.

Reinado liderou em meados de 2006 os protestos de 599 militares expulsos do Exército por insubordinação, que suscitaram uma onda de violência na qual morreram 37 pessoas enquanto outras 100 mil abandoram seus lares.

A crise também gerou o desdobramento das forças estrangeiras de paz lideradas pela Austrália pelas Nações Unidas e obrigou o então primeiro-ministro, Mari Alkatiri, a renunciar.

Timor-Leste, que alcançou a independência em 2002 como uma das nações mais pobres do mundo, se encontra imersa desde então em uma instabilidade política que não conseguiu superar após as eleições presidenciais e legislativas realizadas no ano passado. EFE mg/fb

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